MAIS UMA PUBLICAÇÃO TIANGUAENSE



A publicação do livro, “O DRAMA EM SI: Histórias e memórias de mulheres dramistas”, está prevista para 2010. A Obra possui bibliografia rara e faz parte de uma pesquisa acadêmica, realizada por Márcio de Araújo Pontes, sob orientação de Francisco Gleison da Costa Monteiro, apresentada à comissão do programa de pós-graduação em arte-educação da Universidade Estadual Vale do Acaraú (2005) e fundamenta-se no trabalho oral realizado em torno da memória de mulheres dramistas das comunidades de Tucuns, Pindoguaba e Poço de Areias, município de Tianguá, ressaltando que o drama, como forma de lazer, brincadeira e diversão, é uma mistura de ritmos e danças que se combinam numa representação teatral curta e que muito nos transmite a respeito do comportamento e das ações das comunidades que praticam. A publicação pretende mostrar os valores inseridos nessas comunidades e reconstruir tempos históricos e práticas sociais a partir do acesso as memórias colhidas.
Através do trabalho oral, em torno da memória de senhoras dramistas, residentes nas comunidades citadas, afloraram sentimentos e emoções daquelas pessoas que se envolveram e se envolvem com os dramas, o que resultou em um trabalho construído em torno da espontaneidade dos entrevistados que carregam em si uma história de vida construída em meio ao convívio familiar e as relações sociais e culturais de sua comunidade.
A Associação Cultural de Amigos da Arte – GARATUJA apóia esse trabalho que conta ainda com apoio financeiro do Governo do Estado do Ceará, por meio de aprovação no V Edital de Incentivo as Artes do Ceará.



SINOPSE DA OBRA

No trabalho a ser publicado, compreende-se o drama como manifestação popular, cujas pessoas envolvidas se apropriaram desta como forma de romper o cotidiano das comunidades de Tucuns, Pindoguaba e Poço de Areias localizadas na cidade de Tianguá-Ceará.
No primeiro capítulo, “O drama como veículo de comunicação e resistência” – procura-se evidenciar as dificuldades enfrentadas pelas comunidades em estudo, bem como, compreende-se o papel dos dramas nesses meios sociais, buscando situá-lo no meio ao qual ele se manifesta e definir sua identidade para poder melhor compreendê-lo como meio de comunicação e o porquê dessa linguagem está presente junto a determinado grupo social.
No segundo, “Ações e reações geradas diante do drama” – analisa-se a relação das “dramistas” com o público e com elas próprias, salientando que muitas brincantes já desapareceram e junto com elas parte da história agora relatada através da oralidade. Faz-se também uma reflexão em torno do futuro do drama nessas comunidades, sendo que, nesse processo percebe-se claramente a angustia que toma conta daquelas que estão vendo sua brincadeira desaparecer por falta de incentivo e apoio.
No terceiro, “Entre os acessórios, as indumentárias e o palco: uma preparação para apresentação do drama” – discute-se idéias relacionadas a indumentárias, acessórios e organização de palco, sendo que cada objeto presente tem sua representatividade social. Nesse processo observa-se que muitos objetos deixam de assumir seu papel funcional e passam a representar a posição social das pessoas que dele se utilizam.
No quarto capítulo, “Linguagens e gestos expressos no drama” – registra-se as idéias que as dramistas apresentam através da linguagem musical para o público e a representatividade dos movimentos frente essa linguagem. É de fundamental importância relacionar a música e a dança às ações realizadas cotidianamente pelas pessoas residentes nas comunidades, sendo que, essa relação torna possível avaliar comportamentos que fazem parte do seu dia-a-dia.





“ESTE PROJETO É APOIADO PELA
LEI ESTADUAL DE INCENTIVO À CULTURA
Nº 13.811, DE 16 DE AGOSTO DE 2006”.